Secção Temática Sociologia da Saúde

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Call para a apresentação de comunicações


Coordenação:
Brígida Riso [Faculdade de Medicina,ULisboa]
Catarina Delaunay [CICS.NOVA, NOVA FCSH]
Joana Zózimo [PORDATA - FFMS; CSG - ISEG]


Saúde 4.0: Poderá o futuro ser mais saudável?

Num contexto marcado por aceleradas mudanças a nível social, económico, político e climático, torna-se mais nítida a indissociabilidade destas transformações no modo de experienciar e viver a saúde, quer individual, quer coletivamente. Nunca fomos tão saudáveis e nunca vivemos tantos anos. No entanto, o aparecimento de novas epidemias, a sucessão de catástrofes ambientais e conflitos armados, a emergência de discursos polarizantes, bem como as alterações no plano laboral, nas possibilidades de conciliação familiar e interação social, e uma vida cada vez mais mediada por redes sociais, ameaçam a saúde e obrigam à reorganização da vida quotidiana. Consequentemente, emergem novas doenças, novos tratamentos, novas formas de organizar os cuidados, ao mesmo tempo que se acentuam desigualdades e escasseiam as respostas institucionais dos sistemas de saúde. A sociologia, em particular a sociologia da saúde, tem vindo a produzir conhecimento diversificado e plural, constituindo, dessa forma, um pilar fundamental para lidar com os desafios presentes, mas também para contribuir, de forma sólida e ancorada em conhecimento robusto, para o futuro da saúde. Assim, a seção temática da sociologia da saúde convida à apresentação de propostas que se foquem (mas não exclusivamente) nos seguintes temas:
a. Percursos singulares e vivências plurais da saúde: Como nos relacionamos hoje com o corpo, com a saúde e com a doença num contexto hipermediado pela presença e utilização de tecnologia? Que relações se (des)materializam com profissionais de saúde e instituições? Que conhecimentos se colocam em interação ou tensão na era da inteligência artificial generativa?
b. Respostas institucionais e políticas: Como aliviar a pressão sobre os sistemas nacionais de saúde? O que surge da resiliência dos sistemas e de quem os constrói, sejam profissionais de saúde, profissionais administrativos, utentes, famílias, agentes comerciais e fornecedores, sector social, privado e complementar?
c. A saúde numa lógica global: Num mundo globalizado, onde as fronteiras têm vindo ora se esbatem, ora se erguem, como se configura o papel das principais agências internacionais na área da saúde? Como se refletem as alterações no contexto global, no planeamento local, ou como respondem os serviços aos desafios internacionais, desde a resposta aos fluxos migratórios até às alterações geopolíticas e climáticas com impacto na saúde global?
d. Polaridades: Na amálgama de instituições, indivíduos, novos profissionais de saúde, influencers, como se tecem,se conjugam e/ou conflituam estes múltiplos saberes, sociabilidades e atores na produção de respostas alternativas para a saúde e o bem-estar?

Interrogamos ainda como, neste contexto de rápida mudança, se colocam as “velhas” premissas sociológicas na saúde e doença do futuro? Como poderá a sociologia, e a sociologia da saúde em específico, vir a contribuir para uma melhor saúde ou mesmo para uma só saúde, tanto das pessoas como dos ecossistemas? Irá a sociedade do futuro evoluir no sentido de uma sociedade com mais saúde, mais justa e igualitária?

Convidamos ao envio de propostas de resumos de investigações situadas em contexto académico e não académico em resposta a esta convocatória.

As propostas deverão incluir enquadramento teórico, objetivos, metodologia, principais resultados e conclusões.

As contribuições de natureza profissional podem assumir a forma de relatos de experiência, incluindo contexto, objetivos, atores envolvidos, metodologias, atividades desenvolvidas e principais aprendizagens.

As propostas devem ser submetidas na área pessoal dentro do prazo indicado nas normas de submissão. Na sua avaliação serão considerados a clareza dos objetivos, a adequação metodológica, a relevância dos resultados e a qualidade global da proposta.

As propostas poderão ser em português, inglês, espanhol ou francês.

O limite máximo do resumo é de 2500 caracteres (sem espaços).

O Congresso realizar-se-á presencialmente na Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, em Faro, entre os dias 23 e 25 de março de 2027, podendo incluir sessões online no dia 22 de março. No momento da submissão de propostas de comunicação, os autores devem indicar se pretendem participar presencialmente ou online.

Todos/as os/as autores/as serão convidados a submeter o texto completo das comunicações para publicação nas Atas do Congresso.

As regras e prazos a considerar para a submissão dos resumos podem ser consultados na página "Submissão e Normas".

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